Pessoal as contribuições sobre o Caso D. foram super produtivas!!! Confiram algumas das contribuições:
Por MARIA ARMINDA- Secretaria da Educação
A história de D. é extremamente complexa: ele passou por todos os processos de exclusão possíveis: trabalho infantil, evasão escolar, mãe alcoólatra, agressão física por patê da mãe, fome, ausência paterna, irmãs prostitutas, uso e em seguida tráfico de drogas, frustração no trabalho, rejeição pela sua comunidade. Dificuldade para entrar no mercado de trabalho atinge até os diplomados. Difícil enxergar uma luz no fim do túnel para o nosso D. A “minha instituição”, a escola, falhou por não conseguir mantê-lo, aos seis anos. Penso que as entidades que dão atendimento a jovens excluídos (infelizmente, a primeira exclusão é sempre a escolar), deveriam não exigir matrículas dos atendidos; poderiam acolhê-los, primeiramente, e pelo trabalho desenvolvido, levá-los de volta à escola. Sem escolaridade não há possibilidade de trabalho. No caso de D., a ONG, que deve ter o papel de resgatar e que poderia ajudá-lo a se tornar um rapper (o sonho de D.) foi mais uma entidade a virar-lhe as costas.
Não sou especialista, mas aí está um pequeno relato daquilo que me chamou a atenção na trajetória de vida de D
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